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domingo, 1 de janeiro de 2012

Longe de Mim - João Feliciano








Sinto-te perto de mim na noite escura ouço os teus passos
Eu já não sou quem tu procuras estou recompondo os meus pedaços


Sinto o teu hálito nos meus cabelos um sopro frio cortante e forte
Os meus pedaços não quero perdê-los quero juntá-los vencer a morte

Porque rondas as casas da minha rua e me falas como se ainda fosse tua
Como se a minha alma não existisse ou eu estivesse nua

Tanta gente sem rosto ou sabor tantas noites perdidas
Vai e não voltes deixa-me curar em paz as minhas feridas

  


PUBLICADO COM A AUTORIZAÇÃO DO AUTOR. A TRANSCRIÇÃO DEVE MENCIONAR O AUTOR (JOÃO FELICIANO) E A FONTE DE PUBLICAÇÃO. 



sábado, 16 de abril de 2011

Mendigo de Amor __ José Dimas

Já fui mendigo de Amor,

Em tempos que já lá vão,

Eu já lhe conheço a dor,

Não vou mendigar mais não,



Já não peço ao meu Amor,

Mimos carinhos e beijos,

Conhecemo-nos de cor,

Ela sabe os meus desejos,



E Amar, presentemente,

Nesta ânsia, todos os dias,

Do Amar perdidamente,



Com todas as euforias,

É um sentimento presente,

Um despertar… de alegrias…


(Publicado com a autorização do autor. A transcrição deve mencionar o autor (José Dimas) e a fonte de publicação)

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

NÃO VÊS O LEÃO DO ZOO?! _ Carlos Jesus Gil


Pedes-me asilo?

Sim, acoito-te.

...Acoito-te

Não te resguardo

Que assim não crias defesas.

Não vês o leão do zoo?!



(Publicado a autorização do autor. A transcrição deve mencionar o autor (Carlos Jesus Gil) e a fonte de publicação)

sábado, 25 de dezembro de 2010

ESPERA - Carlos Jesus Gil

… E eu esperei, esperei, esperei…
E eu esperei, esperei, esperei…
E eu esperei, esperei, esperei;
e espero;
e esperarei,
pois mantenho a mania
que há-de chegar um dia
aquilo por que ansiei,
anseio e ansiarei.

(a reprodução deste texto deve referir expressamente o nome do Autor - Carlos Jesus Gil - e a fonte de onde foi retirado) 

domingo, 19 de dezembro de 2010

Carta ao Menino Jesus - Fátima Ramos

Menino Jesus,

desculpa se ignoro o teu apelo,
para me juntar às festas, para unir
a minha voz aos cânticos que ecoam
pela cidade.

Mas habituei-me a temer as perdas dolorosas
deixadas na chaminé: dias de Natal em inquietas e longas
esperas em corredores de Hospital,
esperando novas da vida de meu Pai,
Vésperas de Natal inundadas pelas
lágrimas de meu Pai na dor profunda
de se tornar órfão na noite em que se canta
pelo mundo inteiro o milagre de um menino
que dorme o seu sono seguro
no colo de sua mãe.

Não te abandono, meu doce Jesus,
mas não entoarei canções
que embalem o teu sono
nas palhas deitado.

Estarei sim,  a teu lado, como homem
pregado padecendo na Cruz,
rezando pelos desamparados da vida,
por quem tem razões mais válidas
que as minhas para chorar
lágrimas de saudade,
desespero e dor.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Reinvenção das Palavras - João António Palma Ramos

1.
Aprendi a reinventar certas palavras
Aprendi a dar o verdadeiro significado a certas palavras
Aprendi, contigo, a transformar os sentimentos em escrita
...


2.
A amizade pode existir todos os dias
E, pode transformar-se em algo de novo: a fraternidade
A fraternidade pode crescer, criando novos sentimentos
E, dar origem à solidariedade.
Contigo pude construir estes sentimentos


3.
Não consigo transformá-los em despedida,
A não ser que despedida deixe de significar partida ou ausência
Contigo, aprendi a construção dos sentimentos.

(A reprodução deste texto deverá referir o autor, João António Palma Ramos e a fonte de onde foi retirada) 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Quem é ela? Onde Está? - Carlos Jesus Gil


Por ela tenho andarilhado;

por ela tenho esperado;

por ela tenho adiado…


Esperei,

adiei.

Espero,

adiarei

- já o sei,

mas não quero!


Quem é ela, afinal?

Terá sobrado um bocadinho de matéria,

neste universo que me tem sido tão padrasto,

que se tenha consubstanciado nela?...

Se sim, jogamos o jogo das escondidas…

só que desconhecemos as regras!


(a reprodução deste texto deve indicar o nome do autor - Carlos Jesus Gil - e a fonte onde foi publicado) 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Os traços da tua escrita - José Dimas



...Escreves com delicadeza,

Como se a veludo pintasses,

E abarrotam de sentimentos

Os traços da tua escrita,

Reflexo colorido de um interior

Luminoso, e harmonioso.

Revolvo nas entrelinhas

Dos teus textos, e fico

Fascinado,

Envergo a tua escrita

E deleito-me, enquanto viajo

Ao sabor das palavras,

Das tuas palavras…

Nesse mundo só teu,

Que eu invado pela janela

De um verso.

___________

Nov__2010