Nesta noite
no sapatinho
peço ao Menino Deus
que me Deixe a
suprema graça de te
acalentar com
um sopro de Ternura
a imensão solidão
e assim, de algum
modo, sossegar
o meu Coração.
Já não peço que te traga
de volta - já não creio
em tamanha Ventura,
mas que me conceda
o Dom de apagar
do meu peito esta Saudade
infinda, o grito que sustenho
na garganta e secar a cascata
de lágrimas que sulca
o meu rosto.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
"E o Menino Jesus Já Mija ?" - Menina do Alto da Serra
Meu doce Menino, Menino Jesus,
Há uma ilha, perdida entre as brumas,Que tem o teu nome,
"Terceira de Jesus Cristo",
inundada de Verde Esperança
e onde o Azul do Mar se confude com
o Azul do Céu.
Uma ilha em que
no dia em que se ouvem
nas Igrejas Alvas, Hinos em teu Louvor,
Se festeja a tua Vinda,
em imensa alegria,
e Romeiros peregrinos vão,
pelas Ruas de Negro Basalto
batendo de Porta em porta,
em casas brancas, com chaminés
em mãos postas em eterna Oração,
perguntando com alegria,
- "E o Menino Jesus já mija?" -,
estendendo os Penicos
de refinada louça artesanal,
onde o anfitrião deposita
o Vinho de Cheiro ou aromático licor
Com que se brinda à tua Saúde
e fazem Votos de Paz e Amor.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Boneca de Pano - Menina do Alto da Serra
Com uma alegria contagiante
Mostras-me a tua boneca de trapos,
quase do teu tamanho,
que embalas ternamente nos teus braços,
como a mais carinhosa das mães.
Ofereces-me o teu riso cristalino e inocente
de criança.
Pegas-me pela mão e arrastas-me pelas divisões
deste edificio cinzento, uma a uma...
Ensinas-me o nome dos teus amigos, das senhoras que te ensinam
e das que cuidam de ti dia e noite.
Levas-me ao teu quarto que partilhas com mais cinco amigos
e apontas para a tua cama de ferro.
Contas-me contente e triste ao mesmo tempo que o urso de pelúcia que tens em cima da
cama te foi dado pela a tua mamã "antiga" quando te deixou aqui.
E então, subitamente fazes silêncio, E a frio, olhando-me com os teus olhos negros
inquietantes, gelas-me a alma quando me perguntas tão simplesmente: "a minha mamã
nova, quando vem ? Sempre vou ter pelo Natal uma nova mamã e papá?"......
............E eu tenho de te dizer que não, apesar de ser quase Natal o Sr. Juiz ainda não
conseguiu aranjar-te os papás novos que tanto sonhas e que os adultos tanto te
prometem.
....................................
Eu quero dizer-te quem sim, quando sei que a resposta é não. Por ora é não.
E regresso à minha secretária inquieta, cheia de relatórios das senhoras graves da
segurança social,
esperando que à próxima visita que me cumpra fazer a essa casa grande onde vives
te possa dizer que o pai natal ouviu o teu e o meu pedido e abriu as portas da burocracia
e que tens uns novos pais para aprender a amar, a voltar a confiar na vida e que vais ser
muito, muito (tão) feliz.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Requiem pelas Cartas de Amor à antiga... - Menina do Alto da Serra
Cartas de amor...ainda guardo em caixas forradas de tecido e seladas com bonitas fitas de cetim, o tesouro precioso que são as cartas de amor que ao longo da vida recebi …
As velhas cartas de amor…uma espécie em vias de extinção: agora já não se cultiva a magia de uma boa carta de amor manuscrita, escrita na mais desenhada caligrafia e no papel mais requintado e(ou) perfumado... Com colagens ou elaborados desenhos a aguarela ou a carvão (sim … tenho autênticas obras de arte plástica que não só literárias entre as “minhas” cartas de amor) e as citações de versos de doces palavras que encerram saudades, beleza, ternura e paixão. Ou flores secas, madeixas de cabelos guardadas em minúsculos "embrulhos" de papel. Ou tudo aquilo que a imaginação dos apaixonados ditasse e coubesse no tamanho e pesagem de um envelope de papel...
Com a mudança de século (sim, eu ainda nasci e vivi no Século passado) e com as novas tecnologias, as palavras de amor reinventam novas formas de espalhar aos sete ventos os sentimentos indizíveis que nos povoam o coração e a alma e apagar a “doce dor” de uma longa (ou breve) ausência do ser amado. Claro…falo dos efémeros “SMS de amor” que urge ir apagando à medida que a memória do telemóvel se vai esgotando, os “emails de amor”...(e mais efémeras ainda: as mensagens de chat) e que nos arrancam sorrisos "tolos" no meio da multidão quando lidos, assim à "socapa", com a perigosa e deliciosa sensação de infringir regras de boa conduta e postura em certos meios ou situações sociais...
Não me queixo…pelo contrário…confesso que a mais bela carta de amor que recebi algum dia me chegou num email perdido algures na confusão da minha caixa de correio pessoal, num acordar de uma manhã longíqua de um Verão que já começa a parecer (tão) distante…
Ah…mas que tenho saudades…tenho. Da emoção contida na corrida escadaria abaixo para a caixa do correio, de pegar no envelope tão esperado e abrir apressada a “muralha” de papel que assim me separava das esperadas palavras de afecto….e de apertar a “carta do meu amor”, como um tesouro precioso bem juntinho ao meu peito.
Como diria o Poeta, as boas cartas de Amor Ridículas...que não seriam de amor se não fossem, assim, tão magnanimamente Ridículas...
![]() |
| "Todas as Cartas de Amor são ridículas" |
As velhas cartas de amor…uma espécie em vias de extinção: agora já não se cultiva a magia de uma boa carta de amor manuscrita, escrita na mais desenhada caligrafia e no papel mais requintado e(ou) perfumado... Com colagens ou elaborados desenhos a aguarela ou a carvão (sim … tenho autênticas obras de arte plástica que não só literárias entre as “minhas” cartas de amor) e as citações de versos de doces palavras que encerram saudades, beleza, ternura e paixão. Ou flores secas, madeixas de cabelos guardadas em minúsculos "embrulhos" de papel. Ou tudo aquilo que a imaginação dos apaixonados ditasse e coubesse no tamanho e pesagem de um envelope de papel...
Com a mudança de século (sim, eu ainda nasci e vivi no Século passado) e com as novas tecnologias, as palavras de amor reinventam novas formas de espalhar aos sete ventos os sentimentos indizíveis que nos povoam o coração e a alma e apagar a “doce dor” de uma longa (ou breve) ausência do ser amado. Claro…falo dos efémeros “SMS de amor” que urge ir apagando à medida que a memória do telemóvel se vai esgotando, os “emails de amor”...(e mais efémeras ainda: as mensagens de chat) e que nos arrancam sorrisos "tolos" no meio da multidão quando lidos, assim à "socapa", com a perigosa e deliciosa sensação de infringir regras de boa conduta e postura em certos meios ou situações sociais...
Não me queixo…pelo contrário…confesso que a mais bela carta de amor que recebi algum dia me chegou num email perdido algures na confusão da minha caixa de correio pessoal, num acordar de uma manhã longíqua de um Verão que já começa a parecer (tão) distante…
Ah…mas que tenho saudades…tenho. Da emoção contida na corrida escadaria abaixo para a caixa do correio, de pegar no envelope tão esperado e abrir apressada a “muralha” de papel que assim me separava das esperadas palavras de afecto….e de apertar a “carta do meu amor”, como um tesouro precioso bem juntinho ao meu peito.
Como diria o Poeta, as boas cartas de Amor Ridículas...que não seriam de amor se não fossem, assim, tão magnanimamente Ridículas...
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Golpe de Estado de Um(a) Trovador(a) Mediaval - Menina do Alto da Serra
Amigos e Companheiros:
Deixarei de cantar o amor
Ou o desamor.
Deixarei de verter lágrimas
De semear utopias
Nos jardins perdidos do meu coração.
Viva a Revolução!
Deixarei de ser desalento
Ou quimeras mil
Cinderela sonhadora
Ou carochinha chorosa
Dos mundos das histórias de encantar.
Cantarei doravante o Céu e a terra,
o mar e o vento,
A chuva e o arco-íris,
O pôr e nascer do sol
E as magias de noites de luar.
Cantarei a liberdade das gaivotas
Que esvoaçam pelo ar,
O sussurro das folhas das árvores
Quando a brisa da tarde as vem namorar,
A força das correntes dos rios,
O marulhar das ondas do mar.
Cantarei o trinado dos pássaros,
Os silêncios das noites
Os mil sons que se espraiam pelo dia,
A alegria vadia do canto das cigarras
E o balir dos rebanhos em verdes prados,
a grandeza dos sonhos.
Cantarei a magnitude de uma sinfonia
A ternura de uma canção de embalar…
............
.............
Mas jamais de mim nascerão mais palavras,
Ditas, escritas ou cantadas,
Que lembrem o choro dolente das guitarras
As cadências lentas de
Baladas de dor,
Ou sequer o batuque alegre e vibrante
Das Bossas que entoem
Alegrias de Amor.
Longa Vida à Revolução!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Chuva no Deserto - Menina do Alto da Serra
A manhã sombria trouxe o caudal imenso, infindo de lágrimas
com que o universo por mim chora o ruir de sonhos,
a queda de anjos.
As minhas lágrimas, essas, secaram...não as encontro.
Estranhamente, EU, que sou feita da essência do mar salgado
e da doçura branda dos rios e de plácidas lagoas,
descubro em mim este deserto,
vasto, árido e sem limite de horizonte
no caminho que os meus pés encetam...
.........
Ah, vou deixar-me levar, assim, entre esta tempestade de areia,
sem rumo certo, à deriva do vento.
Na certeza de que, algures, um oásis
esperará por mim e um arco-íris - como o que espreita neste momento
as nuvens que asfixiam o dia - será então,
reflexo da nascente que correr pelos meus olhos.
com que o universo por mim chora o ruir de sonhos,
a queda de anjos.
As minhas lágrimas, essas, secaram...não as encontro.
Estranhamente, EU, que sou feita da essência do mar salgado
e da doçura branda dos rios e de plácidas lagoas,
descubro em mim este deserto,
vasto, árido e sem limite de horizonte
no caminho que os meus pés encetam...
.........
Ah, vou deixar-me levar, assim, entre esta tempestade de areia,
sem rumo certo, à deriva do vento.
Na certeza de que, algures, um oásis
esperará por mim e um arco-íris - como o que espreita neste momento
as nuvens que asfixiam o dia - será então,
reflexo da nascente que correr pelos meus olhos.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
A Cabana Junto à Praia - Menina do Alto da Serra
![]() |
| Palheiro secular no areal com vista para o mar- Praia de Mira Hoje já inexistente. |
Sabes, venho contar-te
que a cabana junto à Praia,
Sobre as dunas e canaviais
em frente à qual as gaivotas vinham
ensaiar mil danças no ar,
Que inspirou míticas canções,
Que numa tarde cinzenta
de ínicio de outono,
abrigou duas almas de vagabundo,
naquela tarde em que os raios de Sol
crepuscular romperam por entre
as nuvens para incendiar o horizonte
as suas almas e corações,
JÁ NÃO EXISTE.
Homens que não amam o belo, a história
e a memória desfizeram uma a uma as tábuas que
secularmente a erguiam.
Agora, o areal nú e vazio chora os fantamas
dos Palheiros que um dia abrigaram as vidas
dos homens, mulheres e crianças
que viviam do e para mar.
Eu...eu choro a perda de todos pôr-de-sol em que vi o
os Palheiros em fogo reflectidos no mar...
Mas já não choro a tarde, aquela precisa tarde,
em que ao pousar na tua a minha mão e no teu o meu olhar
me perdi de mim.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Manta de Retalhos - Menina do Alto da Serra
"A minha vida é uma manta de retalhos,
recordações vindas ao acaso,
dos confins da memória,
dispersas e juntas por um único elo condutor:
Eu tê-las Vivido.
A minha vida é um desfiar de recordações
Pequenos quadrados de pano
em que se escondem pedaços de vida,
sem padrão pré-desenhado.
Não poderia nunca ser um filme por
lhe faltar um guião,
Nem um romance com príncipio meio e fim...
Talvez um pequeno livro de crónicas
com páginas impressas ainda em branco,
tantos os fins que estão por escrever...
A minha manta de retalhos,
tem as cores do arco-íris
prevalece o verde esperança e o azul da cor do mar
e é debruada a doirado
na certeza dos reflexos de alegria
que o sol guarda para me dar".
sábado, 30 de outubro de 2010
Divagações suscitadas por Há Luz Demais ...ao som de Carlos Bica e Trio Azul)
Quando a música e as palavras,
o espaço entre o sons dissonantes e/ou harmónicos e os silêncios,
são pura poesia que nos arrasta a alma para
as paisagens que habitam o nosso imaginário pessoal.
o espaço entre o sons dissonantes e/ou harmónicos e os silêncios,
são pura poesia que nos arrasta a alma para
as paisagens que habitam o nosso imaginário pessoal.
Etiquetas:
Canções que são poemas,
Menina do Alto da Serra
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Lá Fora ...
E o dia amanheceu.
- O dia seguinte -
Pela Janela descubro que
a vida continua lá fora.
O sol rompe entre as nuvens,
esbantendo sombras nas
casas defronte.
Os Pássaros chilreiam lá fora,
O Plátanos e as acácias perdem,
uma a uma as suas roupagens.
Tudo isto avisto da minha janela.
Cumpro religiosamente a agenda.
Cerro os olhos cansados por um segundo
E oiço os sons da vida lá fora.
Olho de novo pela janela,
e sigo o bailar das folhas ao vento.
Está um frio cortante que me inunda a alma.
Tenho as mãos geladas.
E a alma estranha e plácidamente calma.
domingo, 24 de outubro de 2010
Animal Ferido
Magoada, traida e insultada
Por ousares pensar de mim
aquilo que eu nunca fui ou serei.
Porque cobardemente o escreveste e
as palavras escritas eternizam-se no tempo
e criam feridas mais profundas
que aquelas que apenas são ditas
num momento de raiva e sem pensar,
E mais ainda porque me devias conhecer
ao ponto de nem sequer equacionar que
alguma eu fosse capaz de assumir atitudes
cobardes ou umal formadas
Ferida como um animal numa armadilha,
encurralada, numa sére de inverdades,
ataquei por todos os lados.
Disse as verdades que tinha há muito
entaladas na garganta
e com uma crueldade de que me arrependi
logo mal sairam para o mundo e, acredita me
machucam mais a mim que a ti.
Não deitei tudo a perder porque
já nada havia a perder.
Há muito que as tuas atitudes
me foram afastando, dia -a -dia
de ti.
Gostava de acreditar que as minhas palavras de
hoje e de outros dias fossem capazes de te levar
a erguer os braços e lutar por ti (já nem falo de nós).
Mas sei que ums vez mais as deitaste ao vento
E nada farás para sair desse túmulo
em que te confinaste já em vida.
Lamento tanto. Verti as últimas lágrimas. ´
E agora sigo em frente. E já nem consigo chamar-te meu amor.
sábado, 23 de outubro de 2010
As Malas já estão feitas
Acordei assim.
Com uma saudade que já nem é
saudade de Ti.
Acordei assim,
Um vazio imenso,
ou uma leveza etérea,
Lágrimas que não correm
Aceitação da tua partida
E a certeza estranha
Que desta vez, não te verei regressar
Acordei assim, sem querer chorar por ti,
Sem querer lembrar que existes
E que algures a tua alma ainda clama
por mim.
Acordei assim, vazia de sentimentos,
uma imensa vontade de me lançar ao mundo,
colher novos sonhos,
esquecer este amor tão grave e triste,
esta paixão que põe doente,
sair desta escuridão
e viver o sol que algures chama por mim.
(e no entanto...ainda gosto de ti.Tanto).
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Vida com controlo remoto
ON
◄◄ rewind
► play
▌▌pause
►► fast forward
OFF
A vida devia vir com um controlo remoto.
ON ou OFF, Play ou Pause, conforme as dores ou alegrias
da vida nos peçam para parar, ganhar forças, continuar.
E que escolhendo OFF ou Pause, ao deixar tudo suspenso,
O mundo inteiro parasse simultaneamente e não corressemos o risco
de um dia, ao clicar ON ou Play, descobrir que a vida nos
passou ao lado e que é tarde demais para recuperar o tempo perdido.
Ao clicar ◄◄ rewind os momentos
de felicidade, mesmo que perdidos, perdurariam continuamente sem serem fugazes lembranças.
E ao simples ritmo de um clique em ►► fast forward as perdas, os choros, as angústias,
desilusões durassem apenas o preciso instante em que as vivemos,
permitindo que em breves segundos ON ou Play nos conduzisse para o momento seguinte da vida,
aquele que seria o primeiro do resto das nossas vidas.
...........
Uma condição se imporia, para salvaguarda da nossa liberdade e tranquilidade: apenas um controle remoto por pessoa, com estrita possibilidade de utilização pelo próprio e absoluta exclusão de manipulação por terceiros.
12-09-2010
◄◄ rewind
► play
▌▌pause
►► fast forward
OFF
A vida devia vir com um controlo remoto.
ON ou OFF, Play ou Pause, conforme as dores ou alegrias
da vida nos peçam para parar, ganhar forças, continuar.
E que escolhendo OFF ou Pause, ao deixar tudo suspenso,
O mundo inteiro parasse simultaneamente e não corressemos o risco
de um dia, ao clicar ON ou Play, descobrir que a vida nos
passou ao lado e que é tarde demais para recuperar o tempo perdido.
Ao clicar ◄◄ rewind os momentos
de felicidade, mesmo que perdidos, perdurariam continuamente sem serem fugazes lembranças.
E ao simples ritmo de um clique em ►► fast forward as perdas, os choros, as angústias,
desilusões durassem apenas o preciso instante em que as vivemos,
permitindo que em breves segundos ON ou Play nos conduzisse para o momento seguinte da vida,
aquele que seria o primeiro do resto das nossas vidas.
...........
Uma condição se imporia, para salvaguarda da nossa liberdade e tranquilidade: apenas um controle remoto por pessoa, com estrita possibilidade de utilização pelo próprio e absoluta exclusão de manipulação por terceiros.
12-09-2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
A cada dia que passa...
A cada dia que passa,
sufoca-me esta solidão,
esta ausência contínua,
este silêncio gélido.
Já não encontro consolo
nas palavras dos poetas
e das músicas que oiço.
E perco voluntariamente
o telefone porque me doí
ouvir o som do (t)seu silêncio.
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